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sexta-feira, 25 de maio de 2012

'Novo IMC' compara cintura com altura.

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É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal). A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentaram neste sábado (12) em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.
O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.
GORDURA ABDOMINAL
Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. "Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência."
O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.
A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.
A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.
Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).
O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.
De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.
"Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta."
Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças – a versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.
De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.
Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.
"Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo", disse Ashwell.
Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.











domingo, 20 de maio de 2012

IMC alto na adolescência está ligado à diabetes na vida adulta

IMC alto na adolescência está ligado à diabetes na vida adulta
Índice também pode aumentar riscos de doenças cardíacas
Um estudo feito por pesquisadores israelenses e norte-americanos, publicado no New England Journal of Medicine, mostra que o aumento do Índice de Massa Corpórea (IMC) na adolescência está diretamente ligado ao risco de desenvolver diabetes e a incidência de doenças do coração na vida adulta.
A pesquisa foi feita ao decorrer de 17 anos, usando 37000 jovens israelenses, e demonstrou que, neste período, o IMC dos participantes aumentou de 0.2 a 0.3 por ano, enquanto a média de peso ganho foi de aproximadamente 13,6kg. Nesse período, 1173 novos casos de diabetes e 327 de doenças do coração foram diagnosticados.
Segundo os pesquisadores, o estudo sugere que a questão da obesidade na infância e adolescência é apenas a ponta do iceberg no aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças coronárias em idade adulta.
Mesmo considerando fatores como idade, índice glicêmico, gorduras no sangue, pressão sanguínea, tabagismo e histórico familiar, os pesquisadores perceberam que, aos 17 anos, mesmo IMCs considerados normais podem indicar a incidência de diabetes e problemas no coração. Assim, até mesmo o aumento de 1 ponto no índice pode aumentar em até 10% o risco de desenvolver diabetes tipo 2 na idade adulta e em 12% o de doenças coronárias.
Aos 17 anos, um adolescente tem risco elevado de desenvolver diabetes com IMC de 23,4kg/m² ou mais, enquanto, para os males do coração, 20,9kg/m² (valores correspondentes a adolescentes do sexo masculino que pesam, aproximadamente, 66kg e medem 1m78).
Os responsáveis pelo estudo, ainda, ressaltam a importância de cuidar dos hábitos nutricionais dos jovens, visto que, além de impedir a progressão da aterosclerose (inflamação crônica que forma placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos) e do processo das doenças cardíacas, também pode revertê-los.
Controle seu IMC com hábitos simples
Para manter o IMC na faixa indicada, uma boa dieta é fundamental. No entanto, fica difícil cuidar da alimentação, ainda mais quando rotinas cada vez mais pesadas exigem de adolescentes e adultos tempo demais para se preocuparem com essas questões.
A endocrinologista Cláudia Cozer, integrante da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), ensina que para quem não consegue fazer cinco refeições ao dia, realizá-las apenas três vezes é válido, desde que os alimentos ingeridos sejam de qualidade e sem exageros.
Pra quem não gosta muito versões integrais de alimentos, investir em outras fontes de fibras (como maçã, morango, aveia, cevada, centeio e leguminosas como feijão e lentilha) é uma boa dica.
Se você só consegue jantar tarde da noite, pelo motivo que for, opte por refeições leves e balanceadas, que ajudam no processo de emagrecimento. Nem os fãs de doce ficam de fora.
O importante é ponderar, já que algumas sobremesas são menos calóricas que barrinhas de cereais.










IMC ALTO NA ADOLESCÊNCIA.


IMC ALTO NA ADOLESCÊNCIA.
IMC alto na adolescência está ligado à diabetes na vida adulta
Índice também pode aumentar riscos de doenças cardíacas
Um estudo feito por pesquisadores israelenses e norte-americanos, publicado no New England Journal of Medicine, mostra que o aumento do Índice de Massa Corpórea (IMC) na adolescência está diretamente ligado ao risco de desenvolver diabetes e a incidência de doenças do coração na vida adulta.
A pesquisa foi feita ao decorrer de 17 anos, usando 37000 jovens israelenses, e demonstrou que, neste período, o IMC dos participantes aumentou de 0.2 a 0.3 por ano, enquanto a média de peso ganho foi de aproximadamente 13,6kg. Nesse período, 1173 novos casos de diabetes e 327 de doenças do coração foram diagnosticados.
Segundo os pesquisadores, o estudo sugere que a questão da obesidade na infância e adolescência é apenas a ponta do iceberg no aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças coronárias em idade adulta.
Mesmo considerando fatores como idade, índice glicêmico, gorduras no sangue, pressão sanguínea, tabagismo e histórico familiar, os pesquisadores perceberam que, aos 17 anos, mesmo IMCs considerados normais podem indicar a incidência de diabetes e problemas no coração. Assim, até mesmo o aumento de 1 ponto no índice pode aumentar em até 10% o risco de desenvolver diabetes tipo 2 na idade adulta e em 12% o de doenças coronárias.
Aos 17 anos, um adolescente tem risco elevado de desenvolver diabetes com IMC de 23,4kg/m² ou mais, enquanto, para os males do coração, 20,9kg/m² (valores correspondentes a adolescentes do sexo masculino que pesam, aproximadamente, 66kg e medem 1m78).
Os responsáveis pelo estudo, ainda, ressaltam a importância de cuidar dos hábitos nutricionais dos jovens, visto que, além de impedir a progressão da aterosclerose (inflamação crônica que forma placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos) e do processo das doenças cardíacas, também pode revertê-los.
Controle seu IMC com hábitos simples
Para manter o IMC na faixa indicada, uma boa dieta é fundamental. No entanto, fica difícil cuidar da alimentação, ainda mais quando rotinas cada vez mais pesadas exigem de adolescentes e adultos tempo demais para se preocuparem com essas questões.
A endocrinologista Cláudia Cozer, integrante da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), ensina que para quem não consegue fazer cinco refeições ao dia, realizá-las apenas três vezes é válido, desde que os alimentos ingeridos sejam de qualidade e sem exageros.
Pra quem não gosta muito versões integrais de alimentos, investir em outras fontes de fibras (como maçã, morango, aveia, cevada, centeio e leguminosas como feijão e lentilha) é uma boa dica.
Se você só consegue jantar tarde da noite, pelo motivo que for, opte por refeições leves e balanceadas, que ajudam no processo de emagrecimento. Nem os fãs de doce ficam de fora.
O importante é ponderar, já que algumas sobremesas são menos calóricas que barrinhas de cereais.
Segundo o IMC, quem é considerado acima do peso e quem é obeso?
Antes de tudo, é preciso salientar que o Índice de Massa Corporal é apenar um indicador, e não determina de forma inequívoca se uma pessoa está acima do peso ou obesa.  
A Organização Mundial de Saúde usa um critério simples:
Condição IMC em adultos
abaixo do peso abaixo de 18,5
no peso normal entre 18,5 e 25
acima do peso entre 25 e 30
obeso acima de 30
A vantagem do sistema da Organização Mundial de Saúde é que ele é simples, com números redondos e fáceis de utilizar.
Há outros critérios mais detalhados. Os resultados da NHANES II survey (National Health and Nutrition Examination Survey), uma pesquisa realizada nos Estados Unidos entre 1976-1980, indicaram a adoção dos seguintes critérios:
Condição IMC em Mulheres IMC em Homens
abaixo do peso < 19,1 < 20,7
no peso normal 19,1 - 25,8 20,7 - 26,4
marginalmente acima do peso 25,8 - 27,3 26,4 - 27,8
acima do peso ideal 27,3 - 32,3 27,8 - 31,1
obeso > 32,3 > 31,1
Quais são os pontos fracos do IMC?
Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima do peso. Por exemplo, pessoas musculosas podem tem um Índice de Massa Corporal alto e não serem gordas. O IMC. também não é aplicável para crianças.
Outro problema é a influência, ainda não suficientemente estudada, que as diferenças raciais e étnicas têm sobre o Índice de Massa Corporal. Por exemplo, um grupo de assessoramento à Organização Mundial de Saúde concluiu que pessoas de origem asiática poderiam ser consideradas acima do peso com um IMC de apenas 23.
Qual é o método mais preciso para definir se uma pessoa está gorda?
O Índice de Massa Corporal, apesar de conter alguns pontos fracos, é um método fácil no qual qualquer um pode obter uma indicação, com um bom grau de acuidade, se está abaixo do peso normal, acima do peso ideal, ou obeso. Porém, o método mais preciso para determinar se a pessoa está gorda é a medição do percentual de gordura corporal. Tal medição deve ser feita por profissional qualificado utilizando um medidor de dobras cutâneas. Você pode ter a medição de seu porcentual de gordura corporal nas boas academias de ginástica. Há também medidores de gordura portáteis.

















sábado, 28 de abril de 2012

PESO IDEAL




ÍNDICE DE MASSA CORPORAL - PESO IDEAL

  ÍNDICE DE MASSA CORPORAL -  PESO IDEAL
VERIFIQUE SE VOCÊ ESTÁ  NO SEU PESO IDEAL !
Métodos de cálculo do peso ideal

        O cálculo do peso ideal deveria ser feito, idealmente, através da medida do percentual de gordura corporal, que pode ser obtida por métodos como a bioimpedância ou pela medida das dobras cutâneas. Como na maioria dos casos estes métodos não estão disponíveis, o índice de massa corporal tem sido largamente utilizado para determinar a faixa ideal de peso. 
        O Índice de Massa Corporal ( I.M.C. ) relaciona o peso e a altura do avaliado afim de verificar se o mesmo excede ao da média da população. Apesar de não discriminar os componentes gordo e magro da massa corporal total, é o método mais prático para avaliar o grau de risco associado à obesidade. Este índice pode ser obtido dividindo-se o peso corporal pelo quadrado da altura em metros. Ele serve como apenas como um parâmetro de comparação !

  ÍNDICE DE MASSA CORPORAL  =  
PESO ( em Kg )



( ALTURA em metros ) 2

CALCULE SEU ÍNDICE DE MASSA CORPORAL
Classificação segundo a  Organização Mundial da Saúde ( O.M.S )
CATEGORIA
I.M.C.
ABAIXO DO PESO
< 20
PESO NORMAL
20 – 25
SOBREPESO
25.1 – 29.9
OBESO
30.0 – 39.9
OBESO MÓRBIDO
40 E >
        Entenda seu Índice de massa corporal :
 IMC menor que 20- ABAIXO DO PESO
 Peso abaixo do normal. Mas se o biotipo da pessoa for longilíneo - alongado - pode ser que o total de gordura esteja correto. Caso contrário, há maior predisposição para males como desnutrição e infecções pulmonares (por falta de nutrientes, o sistema de defesa do corpo fica prejudicado e não combate com eficiência vírus e bactérias)

IMC entre 20 e 25- PESO NORMAL
        Faixa de peso saudável. Um I.M.C.  de 20 - 25 representa um risco mínimo de problemas de saúde associados à obesidade. Peso abaixo do normal. Mas se o biotipo da pessoa for longilíneo - alongado - pode ser que o total de gordura esteja correto. Caso contrário, há maior predisposição para males como desnutrição e infecções pulmonares (por falta de nutrientes, o sistema de defesa do corpo fica prejudicado e não combate com eficiência vírus e bactérias)
IMC entre 25.1 e 29.9


- SOBREPESO
        Classificado como excesso de peso. Começam a aparecer as chances de surgimento de complicações como diabetes, hipertensão arterial e colesterol. Nas mulheres, se a cintura for maior do que 80 centímetros, os riscos aumentam ainda mais. E mesmo se o IMC for menor do que 25, mas a cintura ultrapassar 80 centímetros, é bom entrar em estado de atenção. Essa medida, sozinha, já predispõe ao aparecimento de males.


 IMC entre 30 e 39.9 – OBESIDADE
  Nessa faixa, as chances de ocorrência de hipertensão, colesterol elevado e diabetes aumentam consideravelmente. Também sobem os riscos de surgimento de doenças relacionadas às juntas articulares. Nas mulheres, combinado com cintura maior do que 88 centímetros, esse IMC é sinônimo de perigo ainda maior. E, mesmo se o índice for menor, mas se a cintura for maior do que 88 centímetros, o perigo continua.
 IMC maior do que 40 - OBESIDADE MÓRBIDA

Considerada obesidade mórbida, é quase sempre acompanhada de várias doenças relacionadas ao excesso de peso. Se a paciente não emagrecer com dietas, exercícios e remédios, costuma-se indicar uma cirurgia para diminuir o tamanho do estômago. Se estiver acima de 40, você pode estar correndo o risco de ter problemas de saúde ocasionados pela obesidade, tais como, diabetes, doenças do coração, colesterol alto, hipertensão, e algumas formas de câncer. As exceções para um I.M.C. alto, sem risco de problemas, são os atletas de elite e halterofilistas, devido ao aumento de massa muscular; mulheres grávidas ou lactantes, crianças em fase de crescimento e pessoas idosas sedentárias.